Você provavelmente não precisa desse try/finally

Você provavelmente não precisa desse try/finally

Existe um padrão que aparece em quase todo projeto Python com mais de algumas semanas de vida. Ele tem variações, mas o esqueleto é sempre o mesmo: 1 2 3 4 5 6 conn = get_db_connection() try: resultado = conn.execute(query) return resultado finally: conn.close() Funciona. Fecha a conexão mesmo se der exceção. Ninguém vai questionar em code review. O problema é que esse bloco vai se repetir em todo lugar que precisar de uma conexão — e quando a lógica de encerramento mudar (adicionar log, métricas, rollback), você vai caçar essa duplicação pelo projeto inteiro. ...

19 de março de 2026 · 7 min · 1385 words · Riverfount
Por que seu script Python consome mais memória do que deveria

Por que seu script Python consome mais memória do que deveria

Se você já usou o memory_profiler para inspecionar um script que processa arquivos grandes, provavelmente se deparou com um gráfico de consumo de RAM que sobe em escada — e não desce. O arquivo tem 500 MB, o script consome 600, 700, às vezes mais de 1 GB, e o culpado raramente é o que parece. Este artigo começa exatamente aí: num script real com consumo excessivo de memória, explica por que ele se comporta assim, e mostra como generators e itertools resolvem o problema sem mudar a lógica de negócio. ...

17 de março de 2026 · 10 min · 1927 words · Riverfount
Testes que Realmente Testam: pytest Além do Básico

Testes que Realmente Testam: pytest Além do Básico

No artigo sobre injeção de dependência ficou um problema em aberto. A classe OrderService não dava para testar sem subir banco, sem fazer chamada HTTP real, sem criar arquivo em disco. A solução apresentada foi injetar as dependências pelo construtor — o que deixa o código testável. Mas testável não significa testado. Este artigo fecha esse loop. O objetivo aqui não é ensinar assert 1 == 1. É mostrar as ferramentas que separam uma suite de testes que protege o código de uma suite que só infla a cobertura: fixtures com escopo controlado, parametrize para eliminar duplicação, e mocks com pytest-mock para isolar dependências externas de verdade. ...

16 de março de 2026 · 11 min · 2255 words · Riverfount
asyncio na prática: quando concorrência resolve e quando atrapalha

asyncio na prática: quando concorrência resolve e quando atrapalha

Se você chegou até aqui provavelmente já passou pelo profiling e encontrou um gargalo. A tentação imediata é jogar async/await em cima do problema e torcer para que o tempo de execução caia. Na maioria das vezes, não cai. Às vezes, piora. Este artigo começa mostrando exatamente esse cenário — código assíncrono que não resolve nada — e explica por quê. Depois mostra um caso onde asyncio faz diferença real, e só então desce para o mecanismo que explica os dois resultados. ...

10 de março de 2026 · 12 min · 2357 words · Riverfount
Sets em Python: Desvendando O(1) com Operações de Conjunto

Sets em Python: Desvendando O(1) com Operações de Conjunto

Se você já usou um set em Python apenas para remover duplicatas com um .add() aqui e ali, está deixando na mesa uma das estruturas de dados mais poderosas e mal compreendidas da linguagem. Sets não são apenas listas sem duplicatas — são implementações de conjuntos matemáticos otimizadas para operações de associate arrays com tempo constante O(1), suportando operações que vão de interseção até diferença simétrica com performance que impressiona. ...

9 de março de 2026 · 8 min · 1694 words · Riverfount
Argon2 em Python: o jeito certo de guardar senhas

Argon2 em Python: o jeito certo de guardar senhas

MD5, SHA-256 e bcrypt ainda aparecem em bases de código novas. O que está errado nessa escolha, como o Argon2 resolve o problema e por que o pepper é a camada extra que separa uma implementação boa de uma implementação sólida.

5 de março de 2026 · 13 min · 2610 words · Riverfount
Profiling em Python: Encontrando Gargalos com cProfile e memory_profiler

Profiling em Python: Encontrando Gargalos com cProfile e memory_profiler

Existe um padrão que se repete em quase todo projeto Python que cresce. O código funciona, os testes passam, a feature está pronta — aí alguém percebe que uma rota específica demora três segundos quando deveria demorar duzentos milissegundos. Ou que um processo que roda em batch está consumindo 4 GB de RAM sem nenhuma razão óbvia. O instinto natural é abrir o código e começar a suspeitar. Aquele loop ali, essa chamada de banco, aquela list comprehension aninhada. O problema é que intuição é um método caro: você otimiza o que acha que é lento, gasta horas em algo que mal contribui para o tempo total, e o gargalo real continua intacto. ...

2 de março de 2026 · 12 min · 2506 words · Riverfount
Construindo Bots para o Fediverso com Python e apkit

Construindo Bots para o Fediverso com Python e apkit

Como implementar um bot ActivityPub funcional — do WebFinger ao HTTP Signature — e os bugs reais que você vai encontrar pelo caminho. O Fediverso cresce a cada ano, e com ele cresce o interesse de engenheiros em criar aplicações que se integram nativamente ao ecossistema descentralizado. O ActivityPub, padrão W3C desde 2018, é o protocolo que cola tudo isso: Mastodon, Pleroma, Pixelfed e dezenas de outras plataformas falam a mesma língua. A boa notícia para quem escreve Python é que existe uma biblioteca que encapsula a complexidade do protocolo e deixa você focar no que o bot realmente faz. ...

27 de fevereiro de 2026 · 12 min · 2470 words · Riverfount
Decorators Internamente: Como Funcionam e Como Criar os Seus

Decorators Internamente: Como Funcionam e Como Criar os Seus

Se você escreve Python há algum tempo, já usou decorators sem perceber. O @app.route do Flask, o @pytest.mark.parametrize, o @dataclass da stdlib, o @property nativo da linguagem — todos são decorators. Eles aparecem em todo framework relevante do ecossistema, mas a maioria dos recursos disponíveis explica como usar sem explicar por que funciona. Este artigo corrige isso. A ideia aqui não é ensinar a sintaxe do @. É mostrar o mecanismo embaixo: o que Python faz quando encontra esse símbolo, como construir um decorator do zero com segurança e como evitar as armadilhas que só aparecem em produção. ...

19 de fevereiro de 2026 · 19 min · 3875 words · Riverfount
Nomear Para Comunicar: Como Escrever Variáveis Claras Concisas e Inteligentes em Python

Nomear Para Comunicar: Como Escrever Variáveis Claras Concisas e Inteligentes em Python

Saber dar bons nomes é uma das habilidades mais valiosas — e menos ensinadas — na engenharia de software. Em Python, nomes de variáveis e funções bem escolhidos tornam o código legível, reduzem ambiguidade e ajudam a preservar o design ao longo do tempo. Seguindo as diretrizes da PEP 8 e os princípios da Clean Architecture, este artigo mostra como criar nomes expressivos, consistentes e concisos, sem cair na armadilha dos identificadores longos ou genéricos. Você verá exemplos reais, más práticas comuns e um mini refactor que demonstra como nomes claros transformam o código. ...

13 de janeiro de 2026 · 4 min · 756 words · Riverfount